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DEVIL MAY CRY 5: SPECIAL EDITION

8.0

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Devil May Cry 5 veio após cerca de 10 anos após o lançamento do último jogo “numerado” da saga, e vem para finalizar a saga dos filhos de Sparda, a série possuiu uma retomada histórica desde o lançamento do penúltimo jogo, lançado em 2013 com o nome apenas de DmC, focando no público ocidental e repaginando Dante que agora passava a ser um “Punk” que não liga para nada a não ser arregaçar demônios!

O game feito pela Ninja Theory sofreu com o baixo número de vendas, o que consequentemente respingou na Capcom, que deixou a franquia adormecida por anos, os reflexos das más decisões da Publisher japonesa se refletiram além do imenso hiato da franquia que se manteve com remasters dos jogos até então lançados sendo remasterizados aos consoles Xbox One e Playstation 4, bem como na dependência de terceiros para financiar a produção e o conturbado lançamento de Street Fighter V.

Com o advento da RE Engine produzida especialmente para Resident Evil 7, a Capcom entrou em uma espiral de sucesso que foi muito além do sucesso de 2017, afinal o motor gráfico se saiu tão bem que pavimentou o caminho para a concretização de 3 projetos, sendo 2 deles compositores da sagrada tríade desta geração para a empresa, sendo Monster Hunter World em 2018, Devil May Cry 5 e Resident Evil 2 Remake, além do não tão bem quisto Resident Evil 3 Remake.

Agora que você já sabe do contexto do lançamento de Devil May Cry 5, vamos explicar um pouco sobre a cronologia da saga, parte fundamental para aqueles que são marinheiros de primeira viagem, a linha temporal de eventos da saga não segue a ordem de lançamentos, ou seja Devil May Cry 2 não se passa antes de Devil May Cry 3 por exemplo.

HISTÓRIA

O primeiro jogo na ordem correta dos eventos é justo o mais querido no geral pelos fãs, Devil May Cry 3, seguindo para Devil May Cry 1, Devil May Cry 2 (de longe o ponto mais baixo da série), Devil May Cry 4 e por fim a aventura de Dante, Nero e V em Devil May Cry 5, é curioso ressaltar que a princípio Devil May Cry 5 se passaria ap[os DmC 2, entretanto, pouco tempo antes do lançamento do quinto jogo a Capcom soltou um vídeo falando sobre a time line da franquia, os fãs pensavam ser um erro de edição e a Publisher japonesa precisou vir a público explicar o ocorrido e ressaltar que Devil May Cry 5 se passa após Devil May Cry 4!

Para o 5º capítulo da saga, infelizmente não teve dublagem em português, uma vez que um público tão grande e fiel como o brasileiro seja tão importante, em relação a isso só temos uma cena final do jogo dublada por atores profissionais a parte, puro trabalho independente, felizmente isso pode estar se aproximando do fim, uma vez que no mais recente vazamento de arquivos em massa da empresa se teve conhecimento acerca da dublagem em português para Resident Evil 8 (ou Village), neste game tivemos os atores Adam Cowie como Dante, entretanto, a voz e seus movimentos contaram com a participação de Reuben Langdon que já dublava o personagem desde o terceiro game da série, Carlo Baker deu face para Nero enquanto sua voz advém do dublador Johnny Bosch, Owen Hamze é responsável pela aparência de V enquanto o dublador é Lukas II, para a novidade desta special edition temos Virgil como personagem jogável, sendo este atuado pelo ator Maxim Nazarov enquanti sua voz veio de Dabiel Southworth.

NOVIDADES NA SPECIAL EDITION (PERFORMANCE)

Agora você deve estar se perguntando, quais as novidades desta edição? Ela vem carregada de alguns “temperos” especiais, seja o Ray Tracing (exclusivamente para Series X e Playstation 5), agora roda em 60fps e tem suporte até 120 em todos os consoles da nova geração (incluindo o Series S console em que eu joguei para essa análise), áudio 3D claramente melhorado e aqui eu reforço como o jogo brilha neste quesito uma vez que eu sou um tanto quanto chato e sempre noto cada detalhe, posso afirmar o ganho de sensação além da imagem estar do seu lado esquerdo ou direito que por vezes soava artificial mas acima de tudo, a sensação de v, de forma que te deixa muito mais imerso que a primeira versão de 2019, verdadeiro 360º como se você de fato estivesse no ambiente, da metade do jogo em diante utilizamos o Dolby Atmos em seu modo “detalhado” o que só melhorou ainda mais a experiência, mas o que mais evidencia como esse game tem um áudio 3D impecável, mesmo eu entusiasta e chato que sou, não consegui notar grandes diferenças em relação ao game quando não utilizava o serviço da Dolby, o que ressalta ainda mais a qualidade do trabalho da Capcom nesse quesito uma vez que em grande maioria dos games o salto de qualidade costuma ser grande, isso pode ser também um sinal da nova geração chegando em peso com a tecnologia nesse sentido, Modo turbo onde o jogo fica 20% mais rápido ao mesmo passo que inimigos aparecem em maior quantidade na tela, um novo modo de dificuldade ainda mais difícil e todas as benesses já lançadas na versão anterior.

GAMEPLAY

irgil tem sua jogabilidade muito semelhante ao Devil May Cry 4 Special Edition, enquanto, de certo modo parece não ter sido planejado desde o início do jogo e parece ter surgido após o clamor dos fãs, uma vez que ele facilita muito a jogabilidade, e seus combos não reiniciam mesmo que você esteja acima do personagem algo comum com Dante por exemplo, já personagens como V, Dante e Nero continuam com as mesmas características em relação a versão de 2019, os Orbes clássicos da franquia permanecem no jogo, mas de antemão deixo claro que se você é bom no game eles dificilmente farão falta.

Os orbes, são fundamentais para destacar que agora alguns deles mudaram de posição, mas outros não, um exemplo disso são aqueles que ficavam em lugares “secretos” no mapa como em paredes que pudesse quebrar.

Ainda sobre a jogabilidade, V continua tendo seu combate mais cadenciado, porém visualmente bonito enquanto Nero é mais semelhante a Dante, entretanto com a singularidade de seus Devil Braker’s, que vão desde versões do Mega Man até a versão “pasta” feita com garfos e facas que saíram de uma cozinha italiana, fica nítido a intenção da Capcom de brincar aqui, nas isso acaba diversificando a jogabilidade de forma inteligente e permanecendo o bom “feeling” do jogo, sem cair na repetição exacerbada. Com Dante assim como na versão do ano passado, temos sua moto, pistolas e sua espada ainda valendo lembrar que na minha humilde opinião ele rouba a cena sempre que entra, seja no combate ou na história.

Tanto o palácio sangrento quanto o story mode com Virgil são muito bons, Virgil ainda conta com a lendára Yamato presente de seu pai entretanto, fica claro novamente que o personagem não foi tão planejado assim uma vez que caso você seja um novato na franquia (como eu), se decepcione por não haver novas cutscenes com Virgil durante a campanha, mas isso não é de todo ruim, se olharmos o copo meio cheio e considerarmos o fato da história original do game na campanha com Nero, V e Dante estar inalterada, por nenhuma vírgula sequer mantendo as icônicas falas de Nico por exemplo e suas maravilhosas e hilárias cenas ao maior estilo “Deadpool” de 2016.

Ela tem a mesma duração da campanha principal, todavia, a jogabilidade nova de certa forma compensa e até mesmo melhora a primeira experiência se considerar que ao meu ver enquanto jogava me diverti mais com Virgil do que qualquer outro personagem dos anteriores na versão de 2019.

VEREDITO

8.0. O meu veredito é que o jogo vale muito a pena se for seu primeiro título da nova geração caso não tenha jogado a versão de 2019, mesmo que você seja novato se baseando no fato de que existe um modo “cinema” que permite ter uma ciência da história da franquia ainda que obviamente isso não substitua a experiência de jogar os remasters disponíveis para Xbox One, Playstation 4 e Nintendo Switch.

Mas o recado é claro, se você é um novato que terá seu primeiro contato com a franquia? Vai sem medo de ser feliz, o jogo é excelente e tem um fator replay gigante que vai até a sua capacidade de fazer os melhores combos possíveis, agora, no caso de você já ter jogado a versão de 2019 serei muito franco: espere uma promoção, a nova versão faz o básico, e poderia ter ido um pouco além com a campanha do Virgil.

No mais, Devil May Cry 5 Special Edition se mostrou um excelente game, muito com base no seu alicerce extremamente bem sucedido, além de demonstrar o quão precária estava a antiga geração de consoles uma vez que o vislumbre do Ray Tracing, os 60fps fixos e a maior resolução são executados com primor!

A dica ao fim dessa análise fica com a série animada que sucede os eventos de Devil May Cry 1, onde temos introduções de personagens importantíssimos para a trama de DmC 5, como Trish e Morrison, se você não jogou os remasters jogue tendo em vista que são excelentes jogos (com exceção do 2), mas acima de tudo se você quer comprar o Devil May Cry 5 Special Edition como primeiro jogo da série, pode ir sem medo, uma vez que sua jogabilidade é uma das melhores da franquia, enquanto a história se fecha e basta utilizar o modo “cinema” contando toda a história da saga até então que de modo algum você vai se sentir perdido ou deslocado.